domingo, 13 de outubro de 2013

Mito da Caverna - Platão

O Mito da Caverna, também conhecido como “Alegoria da Caverna” 
é uma passagem do livro “A República” do filósofo grego Platão. 
É mais uma alegoria do que propriamente um mito. 
É considerada uma das mais importantes alegorias da história da Filosofia. 
Através desta metáfora é possível conhecer uma importante teoria platônica: 
como, através do conhecimento, é possível captar a existência do mundo sensível 
(conhecido através dos sentidos) e do mundo inteligível (conhecido somente através da razão). 
O mito fala sobre prisioneiros (desde o nascimento) que vivem presos em correntes numa caverna e que passam todo tempo olhando para a parede do fundo que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Os prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações.
Vamos imaginar que um dos prisioneiros fosse forçado a sair das correntes para poder explorar o interior da caverna e o mundo externo. Entraria em contato com a realidade e perceberia que passou a vida toda analisando e julgando apenas imagens projetadas por estátuas. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real ficaria encantado com os seres de verdade, com a natureza, com os animais e etc. Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento adquirido fora da caverna para seus colegas ainda presos. Porém, seria ridicularizado ao contar tudo o que viu e sentiu, pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros vão o chamar de louco, ameaçando-o de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas.
O que Platão quis dizer com o mito
Os seres humanos tem uma visão distorcida da realidade. No mito, os prisioneiros somos nós que enxergamos e acreditamos apenas em imagens criadas pela cultura, conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna.

sábado, 28 de setembro de 2013

Amo...

Amo como ama o amor. 
Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. 
Que queres que te diga, além de que te amo, 
se o que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa

Solidariedade

Não existe outra via para a solidariedade humana senão a procura e o respeito da dignidade individual. 
Pierre Nouy

Dúvida cruel: Senão ou Se não?


Use “se não” (união da conjunção se + advérbio não) quando puder trocar por “caso não”, “quando não” ou quando a conjunção “se” for integrante e estiver introduzindo uma oração objetiva direta: Perguntei a ela se não queria dormir em minha casa.


Use “senão” quando puder substituir por “do contrário”, “de outro modo”, “caso contrário”, “porém”, “a não ser”, “mas sim”, “mas também”.
Se o clima estiver bom você vai, senão não vai. (do contrário)

domingo, 22 de setembro de 2013

Frase - Vinícius de Moraes

... Eu sem você sou só desamor
um barco sem mar
um campo sem flor...

música - literatura - Romantismo

Um Índio 

Caetano Veloso

Um índio descerá de uma estrela colorida, brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul
Na América, num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias
Virá
Impávido que nem Muhammad Ali
Virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranqüilo e infálivel como Bruce Lee
Virá que eu vi
O axé do afoxé Filhos de Gandhi
Virá
Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor
Em gesto, em cheiro, em sombra, em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto-sim resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará
Não sei dizer assim de um modo explícito
Virá
Impávido que nem Muhammad Ali
Virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranqüilo e infálivel como Bruce Lee
Virá que eu vi
O axé do afoxé Filhos de Gandhi
Virá
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O poder do silêncio.

A melhor arma que temos para nos defender de alguém
que nos ofende, nos julga e nos fere é o SILÊNCIO.
Ele é tão poderoso que responde ao nosso ofensor 
com delicadeza, embora seja difícil para nós 
termos que usá-lo.
O silêncio nos torna diferentes
e nele se opera a justiça de Deus.

(Cecília Sfalsin)