domingo, 22 de setembro de 2013

música - literatura - Romantismo

Um Índio 

Caetano Veloso

Um índio descerá de uma estrela colorida, brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul
Na América, num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias
Virá
Impávido que nem Muhammad Ali
Virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranqüilo e infálivel como Bruce Lee
Virá que eu vi
O axé do afoxé Filhos de Gandhi
Virá
Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor
Em gesto, em cheiro, em sombra, em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto-sim resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará
Não sei dizer assim de um modo explícito
Virá
Impávido que nem Muhammad Ali
Virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranqüilo e infálivel como Bruce Lee
Virá que eu vi
O axé do afoxé Filhos de Gandhi
Virá
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O poder do silêncio.

A melhor arma que temos para nos defender de alguém
que nos ofende, nos julga e nos fere é o SILÊNCIO.
Ele é tão poderoso que responde ao nosso ofensor 
com delicadeza, embora seja difícil para nós 
termos que usá-lo.
O silêncio nos torna diferentes
e nele se opera a justiça de Deus.

(Cecília Sfalsin)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Educação


Poema publicado em Suspiros Poéticos e Saudades.

A FANTASIA
Para dourar a existência
Deus nos deu a fantasia;
Quadro vivo, que nos fala,
D'alma profunda harmonia.

Como um suave perfume,
Que com tudo se mistura;
Como o sol que flores cria,
E enche de vida a natura.

Como a lâmpada do templo
Nas trevas sozinha vela,
Mas se volta a luz do dia
Não se apaga, e sempre é bela.

Dos pais, do amigo na ausência,
Ela conserva a lembrança,
Aviva passados gozos,
E em nós desperta a esperança.

Por ela sonho acordado,
Subo ao céu, mil mundos gero;
Por ela às vezes dormindo
Mais feliz me considero.

Por ela, meu caro Lima,
Viverás sempre comigo;
Por ela sempre a teu lado
Estará o teu amigo.
GONÇALVES DE MAGALHÃES

sábado, 29 de junho de 2013

Devemos...

"Devemos ouvir pelo menos uma pequena canção todos os dias, 

ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e, se possível, 
dizer algumas palavras sensatas."


(Johann Wolfgang Von Goethe)


domingo, 16 de junho de 2013

Fato:


Nefelibatas

Denominação de um povo imaginário que vive sobre as nuvens.
No Brasil e em Portugal o termo designa os simbolistas ou os decadentistas,
em razão de sua versão ao mundo objetivo e seu apego ao mundo intuitivo e transcendental.