terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Caixa de Pandora

Caixa de pandora é um mito grego que narra achegada da primeira mulher à Terra e, com ela, a origem de todas as tragédias humanas. Essa história foi contada pelo poeta grego Hesíodo, que viveu no século VIII a.C.
De acordo com a obra, o titã Prometeu presenteou os homens com o fogo para que dominassem a natureza. Zeus, o chefão dos deuses do Olimpo, que havia proibido a entrega desse dom à humanidade, arquitetou sua vingança criando Pandora, a primeira mulher. Antes de enviá-la à Terra, entregou-lhe uma caixa, recomendando que ela jamais fosse aberta, pois dentro dela, os deuses haviam colocado um arsenal de desgraças para o homem, como a discórdia, a guerra e todas as doenças do corpo e da mente mais um único dom: a esperança.
Vencida pela curiosidade, Pandora acabou abrindo a caixa, liberando todos os males no mundo, mas a fechou antes que a esperança pudesse sair. Essa metáfora foi a maneira encontrada pelos gregos para representar, num enredo de fácil compreensão, conceitos relacionados à natureza feminina, como a beleza, a sensualidade e o poder de dissimulação e de destruição.
Uma outra versão é de que Pandora foi mandada por Júpiter com boa intenção, a fim de agradar ao homem. O rei dos deuses entregou-lhe, como presente de casamento, uma caixa, em que cada deus colocara um bem. Pandora abriu a caixa, e todos os bens escaparam, exceto a esperança.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Rifa-se um coração

Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque, que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que, na realidade, está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e cultivar ilusões.
Um pouco inconsequente , que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu...não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...
Um idealista...um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes, revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado, indicado apenas para quem quer viver intensamente, contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem
armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que, quando parar de bater, ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro, na hora da prestação de contas: "O Senhor pode conferir.
Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro, que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconsequente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.”
(Clarice Lispector)

sábado, 30 de novembro de 2013

Dúvida de português - Traz ou trás?

Estas duas palavras existem na língua portuguesa e estão corretas. Porém, os seus significados são diferentes e devem ser usadas em situações diferentes. A palavra trás é um advérbio de lugar, indicando uma situação posterior, ou seja, atrás, após. Traz é a forma conjugada do verbo trazer na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo ou na 2ª pessoa do singular do imperativo. Trazer significa levar, transportar para perto de quem fala. 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Os Maias - Eça de Queiróz

O livro "Os Maias" foi publicado em 1888 e é considerado uma notável obra literária do escritor português Eça de Queirós.

Em resumo, a obra "Os Maias" representa uma análise da alta sociedade lisboeta e faz parte de uma trilogia (juntamente com as obras "O Crime do Padre Amaro" e "Primo Basílio"), que foram denominadas por Eça de Queirós como "cenas da vida portuguesa", uma vez que o autor examina a alta e pobre sociedade lisboeta, criticando os seus vícios e hipocrisias.

O tema principal d´Os Maias é o caso do incesto inconsciente entre Carlos da Maia e Madame Castro Gomes, que na verdade é Maria Eduarda, irmã desaparecida de Carlos. A história desenrola-se em duas linhas de ação:

O amor incestuoso de Carlos e Maria Eduarda;
A vida desregrada e ociosa da burguesia lisboeta.
O livro serve de reflexão ao leitor sobre o papel da sociedade no indivíduo e as virtudes e ócios que fazem parte da vida deste.

Parnaso Grego.

Parnaso Grego - monte consagrado ao deus Apolo, onde residia com suas nove musas.
Montanha de pedra caliça, situada no centro da Grécia.

Resumo da obra - O crime do padre Amaro - Eça de Queiróz

Primeiro grande romance de Eça de Queirós, O Crime do Padre Amaro tem por alvo a crítica à sociedade portuguesa por meio da análise de duas constantes: o anticlericalismo e o provincianismo.

Essa obra tornou-se o marco do Naturalismo na Literatura Portuguesa e, como naturalista, o escritor defende a ideia de que o homem é fruto do meio em que vive, da origem hereditária que carrega e do momento histórico em que vive.

Esse determinismo é responsável pelo amoldamento do caráter do homem e é nesse contexto que se insere o protagonista Amaro Vieira, filho de criada e que após a morte dos pais foi adotado pela rica marquesa de Alegros. Tem sua educação voltada para o sacerdócio, embora não apresentasse vocação alguma para exercê-lo. Após ordenado, é nomeado pároco da pequena vila de Leiria e lá encontra Amélia, filha de Sá Joaneira, concubina do cônego Dias. Convivendo em um ambiente amoral, entre carolas e padres corrompidos, Amélia facilmente se deixa seduzir pelo padre Amaro.

Não há personagens livres da crítica ferina de Eça de Queirós, tanto no meio eclesiástico quanto no círculo de "amizades" e "devotas" que rodeia os padres. Quase todos os personagens são apresentados de forma sarcástica, irônica e crítica, sendo raras as exceções.

O romance de Amaro e Amélia vem à tona quando João Eduardo, noivo de Amélia, enciumado com as atenções que a moça vem dando ao padre, escreve um comunicado no jornal da pequena província, criticando as relações amorosas e pecaminosas dos padres que rompem com a promessa de celibato. O artigo provoca grande polêmica, e Amélia rompe o noivado para tornar-se exclusivamente amante do padre Amaro.

Grávida, Amélia vive enclausurada e recebe o apoio de um espírito generoso, o abade Ferrão. Após dar à luz, a personagem morre e seu filho é levado por uma "tecedeira de anjos". A criança desaparece de forma estranha e é dada como morta, apesar de ser aparentemente saudável. Embora tenha tido um ligeiro remorso, Amaro segue sua carreira, cuidando para ser mais cauteloso em suas aventuras.

As críticas de Eça de Queirós são dirigidas não só ao provincianismo de Leiria, mas a todo Portugal.

domingo, 3 de novembro de 2013

Boa Noite !

Resumo do Conto A cartomante - Machado de Assis

CONTO - A CARTOMANTE -  MACHADO DE ASSIS



A história se inicia em uma conversa que Rita tem com Camilo o seu amante. Na mesma Rita revela que visitou uma cartomante, por causa do medo que ela possuía de perdê-lo. Camilo riu de Rita, tentou deixar claro que ele a queria, e que em caso de dúvidas procurasse a ele mesmo, também pelo risco de Vilela (marido de Rita) descobrir tudo. Rita era uma mulher insegura, sonhadora, que acreditava nas cartomantes, já Camilo dizia que era uma grande bobagem.

Tudo começou quando a mãe da Camilo morreu. E assim Vilela e Rita se mostraram grandes amigos do mesmo. Rita cuidou especialmente do coração de Camilo, se encontrando com ele depois do enterro durante um bom tempo, até que Rita seduziu Camilo. Vilela e Camilo eram amigos desde a infância, porém Camilo acabou cedendo aos encantos de Rita. Até que certo dia, Camilo recebeu uma carta anônima dizendo que sabiam de sua ventura. Então por medo ele deixou de visitar com tanta frequência a casa de Vilela. E isso explica a visita de Rita e a cartomante, que restituiu a confiança de Rita.
Então, em certo dia, após meses que Camilo não ia a casa de Vilela, ele recebeu um bilhete, onde Vilela diz para Camilo ir urgente a casa dele. Camilo fica comendo, suspeita que ele e Rita foram descobertos. Ele vai andando nervoso, imaginando inúmeras coisas. Até que decide visitar a mesma cartomante que Rita havia visitado.
A cartomante, assim como fez com Rita acalmou Camilo, disse que o susto não iria dar em nada, e que ele não precisava ter medo de nada. Camilo saiu aliviado de lá, paga bem a cartomante e segue seu caminho até a casa de Vilela.
Camilo fica maravilhado pela cartomante ter adivinhado que ele estava assustado, porém seu estado no momento já dizia tudo. Porém mesmo assim Camilo se sentia melhor, mais calma, sem a sensação de um futurolongo, interminável.
Após chegar na casa, Camilo entrou, subiu os degraus, e mal teve tempo de bater na porta Vilela apareceu. Então Camilo perguntou o que ele queria, Vilela não disse nada, estava com o rosto decomposto, e fez um sinal aoamigo para irem à sala superior. Camilo deu um grito de terror ao ver Rita morta toda ensanguentada, então Vilela o pegou pela gola e lhe deu dois tiros com seu revolver, matando e estirando Camilo no chão.

http://situado.net/resumo-de-a-cartomante-de-machado-de-assis/

A Cartomante - Machado de Assis

 A cartomante é um conto do escritor Machado de Assis, publicado em 1884. A narrativa da obra é pautada sobre um triângulo amoroso: Vilela, homem de 29 anos com porte mais maduro, casado com Rita, 30 anos com postura de uma dama perfeita e afetuosa, e Camilo, um funcionário público ingênuo de 26 anos, além da mulher que dá título ao romance: a cartomante tinha 40 anos e era uma italiana morena e magra.

Leitura...

Bom dia! Abra as asas da sua imaginação com a leitura....

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Lua Adversa - Cecília Meireles

Tenho fases, como a lua 
Fases de andar escondida, 
fases de vir para a rua... 
Perdição da minha vida! 
Perdição da vida minha! 
Tenho fases de ser tua, 
tenho outras de ser sozinha. 

Fases que vão e vêm, 
no secreto calendário 
que um astrólogo arbitrário 
inventou para meu uso. 

E roda a melancolia 
seu interminável fuso! 
Não me encontro com ninguém 
(tenho fases como a lua...) 
No dia de alguém ser meu 
não é dia de eu ser sua... 
E, quando chega esse dia, 
o outro desapareceu...

domingo, 13 de outubro de 2013

Paciência e Perseverança

Para refletir:

Paciência e perseverança tem o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem.

John Quincy Adams

Mito da Caverna - Platão

O Mito da Caverna, também conhecido como “Alegoria da Caverna” 
é uma passagem do livro “A República” do filósofo grego Platão. 
É mais uma alegoria do que propriamente um mito. 
É considerada uma das mais importantes alegorias da história da Filosofia. 
Através desta metáfora é possível conhecer uma importante teoria platônica: 
como, através do conhecimento, é possível captar a existência do mundo sensível 
(conhecido através dos sentidos) e do mundo inteligível (conhecido somente através da razão). 
O mito fala sobre prisioneiros (desde o nascimento) que vivem presos em correntes numa caverna e que passam todo tempo olhando para a parede do fundo que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Os prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações.
Vamos imaginar que um dos prisioneiros fosse forçado a sair das correntes para poder explorar o interior da caverna e o mundo externo. Entraria em contato com a realidade e perceberia que passou a vida toda analisando e julgando apenas imagens projetadas por estátuas. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real ficaria encantado com os seres de verdade, com a natureza, com os animais e etc. Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento adquirido fora da caverna para seus colegas ainda presos. Porém, seria ridicularizado ao contar tudo o que viu e sentiu, pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros vão o chamar de louco, ameaçando-o de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas.
O que Platão quis dizer com o mito
Os seres humanos tem uma visão distorcida da realidade. No mito, os prisioneiros somos nós que enxergamos e acreditamos apenas em imagens criadas pela cultura, conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna.

sábado, 28 de setembro de 2013

Amo...

Amo como ama o amor. 
Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. 
Que queres que te diga, além de que te amo, 
se o que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa

Solidariedade

Não existe outra via para a solidariedade humana senão a procura e o respeito da dignidade individual. 
Pierre Nouy

Dúvida cruel: Senão ou Se não?


Use “se não” (união da conjunção se + advérbio não) quando puder trocar por “caso não”, “quando não” ou quando a conjunção “se” for integrante e estiver introduzindo uma oração objetiva direta: Perguntei a ela se não queria dormir em minha casa.


Use “senão” quando puder substituir por “do contrário”, “de outro modo”, “caso contrário”, “porém”, “a não ser”, “mas sim”, “mas também”.
Se o clima estiver bom você vai, senão não vai. (do contrário)

domingo, 22 de setembro de 2013

Frase - Vinícius de Moraes

... Eu sem você sou só desamor
um barco sem mar
um campo sem flor...

música - literatura - Romantismo

Um Índio 

Caetano Veloso

Um índio descerá de uma estrela colorida, brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul
Na América, num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias
Virá
Impávido que nem Muhammad Ali
Virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranqüilo e infálivel como Bruce Lee
Virá que eu vi
O axé do afoxé Filhos de Gandhi
Virá
Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor
Em gesto, em cheiro, em sombra, em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto-sim resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará
Não sei dizer assim de um modo explícito
Virá
Impávido que nem Muhammad Ali
Virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranqüilo e infálivel como Bruce Lee
Virá que eu vi
O axé do afoxé Filhos de Gandhi
Virá
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O poder do silêncio.

A melhor arma que temos para nos defender de alguém
que nos ofende, nos julga e nos fere é o SILÊNCIO.
Ele é tão poderoso que responde ao nosso ofensor 
com delicadeza, embora seja difícil para nós 
termos que usá-lo.
O silêncio nos torna diferentes
e nele se opera a justiça de Deus.

(Cecília Sfalsin)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Educação


Poema publicado em Suspiros Poéticos e Saudades.

A FANTASIA
Para dourar a existência
Deus nos deu a fantasia;
Quadro vivo, que nos fala,
D'alma profunda harmonia.

Como um suave perfume,
Que com tudo se mistura;
Como o sol que flores cria,
E enche de vida a natura.

Como a lâmpada do templo
Nas trevas sozinha vela,
Mas se volta a luz do dia
Não se apaga, e sempre é bela.

Dos pais, do amigo na ausência,
Ela conserva a lembrança,
Aviva passados gozos,
E em nós desperta a esperança.

Por ela sonho acordado,
Subo ao céu, mil mundos gero;
Por ela às vezes dormindo
Mais feliz me considero.

Por ela, meu caro Lima,
Viverás sempre comigo;
Por ela sempre a teu lado
Estará o teu amigo.
GONÇALVES DE MAGALHÃES

sábado, 29 de junho de 2013

Devemos...

"Devemos ouvir pelo menos uma pequena canção todos os dias, 

ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e, se possível, 
dizer algumas palavras sensatas."


(Johann Wolfgang Von Goethe)


domingo, 16 de junho de 2013

Fato:


Nefelibatas

Denominação de um povo imaginário que vive sobre as nuvens.
No Brasil e em Portugal o termo designa os simbolistas ou os decadentistas,
em razão de sua versão ao mundo objetivo e seu apego ao mundo intuitivo e transcendental.

Via Láctea - Olavo Bilac (ourives da linguagem)

Soneto XIII
                              Olavo Bilac

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

terça-feira, 28 de maio de 2013

do livro Pequenas Descobertas do Mundo

Saudade  - 27 de maio de 1968

Saudade é um pouco como a fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouca:
quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro
para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que
se tem na vida.

Clarice Lispector

terça-feira, 9 de abril de 2013

Poema de Drummond


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou
um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...


Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!
Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 28 de março de 2013

Desse jeito...


Chico Buarque de Holanda

Chico Buarque de Holanda (1944-) é músico, dramaturgo e escritor brasileiro. Revelou-se ao público quando ganhou com a música "A Banda", interpretada por Nara Leão, o primeiro Festival de Música Popular Brasileira. Chico logo conquistou reconhecimento de críticos e público. Fez parceria com compositores e interpretes de grande destaque, entre eles, Vinícios de Morais, Tom Jobim, Toquinho, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Edu Lobo e Francis Hime. Teve várias músicas censuradas e ameaçado pelo regime militar, se exilou na Itália em 1969. Suas canções denunciavam aspectos sociais e culturais da época. Sua volta ao Brasil em 1970, foi comemorada com manifestações de amigos e admiradores. 
Francisco Buarque de Holanda (1944-) mais conhecido como Chico Buarque de Holanda, nasceu no Rio de janeiro, é filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda e da pianista Maria Amélia Cesário Alvim. 
Em 1966 sua música "A Banda", cantada por Nara Leão, vence o Festival de Música Popular Brasileira". Nesse mesmo ano sai o seu primeiro LP "Chico Buarque de Holanda". Suas primeiras canções, como "Pedro pedreiro", impregnadas de preocupações sociais, foram seguidas de composições líricas como "Olê, olá", "Carolina" e "A Banda". Ainda nesse ano Chico casa-se com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas, Silvia, Helena e Luíza.
Em 1969 Chico participa da passeata dos cem mil, contra a repressão do regime militar. Nesse mesmo ano vai exilado para a Itália, só retornando em 1970. Na Itália assina um contrato com a gravadora Philips, para produção de mais um disco. Sua música "Apesar de Você" vende cerca de 100 mil cópias, mas é censurada e recolhida das lojas.
No dia 05 de novembro de 2011, Chico iniciou sua nova turnê nacional, no Palácio das Arte em Belo Horizonte.

sábado, 23 de março de 2013

Advérbio

ADVÉRBIO – é a palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio, acrescentando a ele determinadas circunstâncias.
O conjunto de duas palavras que tem o valor de advérbio denomina-se LOCUÇÃO VERBAL.
O jogador pega cartas escondidas com astúcia. (locução verbal)
O menino tem olhos muito claros, expressivos. (advérbio)
Felizmente tudo se resolveu. (FELIZMENTE advérbio de modo)
Crianças pequenas choram.
Crianças pequenas choram muito.
Note que a palavra muito modifica o verbo chorar indicando intensidade.
Ou ainda Crianças muito pequenas choram a toda hora (neste caso muito modifica pequena- adjetivo)
Dormimos muito bem (neste caso, bem modifica o advérbio muito)

Valores semânticos (circunstâncias) de advérbios e das locuções verbais:
Tempo: ontem, hoje, agora, antes, depois. (Leia e depois me diga QUANDO pode sair na gazeta)
Modo: bem, mal, assim, depressa. (Saí ÀS PRESSAS)
Lugar: aqui, ali, abaixo, acima, longe, fora, dentro. (A senhora sabe AONDE posso encontrar tal pessoa?)
Intensidade: Muito, demais, tão, em excesso, bastante. (Gosto de você DEMAIS)
Dúvida: possivelmente, porventura, quiça. (TALVEZ ela volte hoje)
Afirmação: decerto, certamente, efetivamente. (REALMENTE, eles sumiram)
Negação: não, nem, nunca, tampouco. (DE MODO ALGUM irei lá)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Boa Noite.

Rima-verso-estrofe

Rimas: palavras que rimam são palavras que se combinam,
pois tem o mesmo som no final.
A rima é um dos muitos recursos que os poetas usam,
mas nem todo poema precisa ser rimado.
Antigamente havia formas fixas para escrever versos.
O poeta devia seguir uma regra definida que determinava
o esquema das rimas ou o número de sílabas de cada verso.
Hoje porém, já não é assim: o poeta pode seguir ou não formas fixas e definidas.
Nem por isso deixa de fazer poesia.
Verso : é cada uma das linhas de um poema.
Estrofe: é cada conjunto de versos separado por um espaço.
Um poema pode ter uma ou várias estrofes, e cada estrofe, um número variado de versos.

Qual a diferença entre Poesia e Poema?

Poesia, segundo o Minidicionário Aurélio da língua portuguesa,
é a "arte de criar imagens, sugerir emoções por meio de uma linguagem
em que se combinam sons, ritmos e significados".
Poema é definido como: "obra em verso ou não em que há poesia".

segunda-feira, 18 de março de 2013

Bom dia e boa semana.

Ética

ÉTICA - conjunto de princípios e valores, que guiam e orientam as relações humanas...
O primeiro código de ética de que se tem notícia são os dez mandamentos. Regras como "não matarás", "não roubarás" são apresentadas como propostas fundadoras da civilização ocidental e cristã.
(Herbert de Souza e Carla Rodrigues. Ética e Cidadania. São Paulo; Moderna, 1994)

Quando usado na expressão "ética profissional", o termo ética significa o conjunto de princípios a serem observados pelos indivíduos no exercício da sua profissão. É assim que se fala, por exemplo, da ética dos jornalistas, dos advogados, professores, médicos, etc...
(In: Para filosofar. São Paulo, Scipione, 1995. p.45)

terça-feira, 12 de março de 2013

Dica - Artigo de Opinião

O Artigo de Opinião é um Texto jornalístico, argumentativo 
e que expõe claramente a opinião do autor.
  • Contém um título polêmico ou provocador.
  • Expõe uma ideia ou ponto de vista sobre determinado assunto.
  • Apresenta três partes: exposição, interpretação e opinião.
  • Utiliza verbos predominantemente no presente.
  • Utiliza linguagem objetiva (3ª pessoa) ou subjetiva (1ª pessoa).

Bom dia!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Locução Adjetiva

Locução Adjetiva - É o agrupamento de duas ou mais palavras que, ao modificar substantivou ou pronome substantivo, exerce o papel próprio de adjetivo. Em geral, a locução adjetiva resulta do encontro de preposição e substantivo (como em amor de mãe - materno), ou preposição e advérbio (como em cardápio de hoje , pneus de trás).

Lista de exemplos:
de abdômen  =   abdominalde estômago = gástrico, estomacal
de dedo = digital de morte = mortal, letal , mortífero
de chuva = pluvial de lua = lunar , selênicode tarde = vesperal , vespertino, crepuscular
de cão = caninode lago = lacustre
de diamante = adamantino, diamantino de nariz = nasalde vento = eóleo , eólico
de direito = jurídicode neve = níveo , nivalde víbora = viperino
de águia   =  aquilinode fantasma =espectralde ovelha = ovino
de açúcar =  sacarinode face = facialde ouro = áureo

sábado, 9 de março de 2013

Bom dia!


Resumo da Obra - Amor de Perdição

Camilo Castelo Branco conquistou fama com a novela passional Amor de Perdição. Bem ao gosto romântico, a característica principal da novela passional é o seu tom trágico. As personagens estão sempre em luta contra terríveis obstáculos para alcançar a felicidade no amor. Normalmente, essa busca é frustrante. Mesmo quando os amantes ficam juntos, isso é conseguido a custa de muito sofrimento. Os direitos do coração, frequentemente, vão de encontro aos valores sociais e morais. Segundo o autor, Amor de Perdição foi escrito durante 15 dias, em 1861, quando ele estava preso na cadeia da Relação, na cidade do Porto, por ter-se envolvido em questões de adultério.

Como o drama de Romeu e Julieta, a obra focaliza dois apaixonados que têm como obstáculo para a realização amorosa a rivalidade entre as famílias. A ação se passa em Portugal, no século 19. O narrador diz contar fatos ocorridos com seu tio Simão. Residentes em Viseu, duas famílias nobres, os Albuquerques e os Botelhos, odeiam-se por causa de um litígio em que o corregedor Domingos Botelho deu ganho de causa contrário aos interesses dos primeiros. Simão é um dos cinco filhos do corregedor.

Devido ao seu temperamento explosivo, Simão envolve-se em confusões. Seu pai o manda estudar em Coimbra, mas ele se envolve em novas confusões e é preso. Liberto, volta para Viseu e se apaixona por Teresa Albuquerque, sua vizinha.

A partir daí, opera-se uma rápida transformação no rapaz. Simão se regenera, torna-se estudioso, passa a ter como valor maior o amor, e todos os seus princípios são dele decorrentes. Os pais descobrem o namoro.

O corregedor manda o filho para Coimbra. Para Teresa restam duas opções: casar-se com o primo Baltasar ou ir para o convento. Proibidos de se encontrar, os jovens trocam correspondência, ajudados por uma mendiga e por Mariana, filha do ferreiro João da Cruz. Mariana encarna o amor romântico abnegado.

Apaixona-se por Simão, embora saiba que esse amor jamais poderá ser correspondido, seja pelo fato de Teresa dominar o coração do rapaz seja pela diferença social: ela era de condição humilde, filha de um ferreiro. Mesmo assim, ama a ponto de encontrar felicidade na felicidade do amado.

Depois de ameaças e atentados, Teresa rejeita o casamento. Por isso será enviada para o convento de Monchique, no Porto. Simão resolve raptá-la, acaba por matar seu rival e se entrega à polícia. João da Cruz oferece-se para ajudá-lo a fugir, mas ele não aceita, pois é o típico herói romântico.

Matou por amor à Teresa, portanto assume seu ato e faz questão de pagar. Enquanto Simão vai para a cadeia, sua amada vai para o convento. Mariana, por sua vez, procura estar sempre ao lado de Simão, ajudando-o em todas as ocasiões. Condenado à forca, a sentença é comutada e Simão é degredado para a Índia.

Quando ele está partindo, Teresa, moribunda, pede que a coloquem no mirante do convento, para ver o navio que levará seu amado para longe. Após acenar dizendo adeus, morre. Seu amor exagerado a leva à perdição.

Durante a viagem, Mariana, que acompanha Simão, mostra-lhe a última carta de Teresa. Ele fica sabendo da sua morte, tem uma febre inexplicável e morre. Seu amor exagerado o leva à perdição. Na manhã seguinte, seu corpo é lançado ao mar. Mariana não suporta a perda e se joga ao mar, suicidando-se abraçada ao cadáver de Simão. Seu amor exagerado a leva à perdição.

Ficha
  • Estilo: pertence à época romântica
  • Gênero: novela passional
  • Foco Narrativo: Embora na "Introdução" narrador e autor se confundam, os fatos são narrados em 3ª pessoa.
  • Tempo e Espaço: Portugal (Viseu, Coimbra e Porto), século 19.
  • Personagens: Simão Botelho, Teresa Albuquerque, Mariana, Baltasar, Domingos Botelho, Tadeu Albuquerque, João da Cruz, D. Rita Castelo Branco

FONTE: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/amor-de-perdicao.jhtm

sexta-feira, 8 de março de 2013

08 de Março dia Internacional da Mulher

Resumo I - Vida e Morte Severina

Severino é um retirante: ele é como muitos outros e que está partindo para o litoral, fugindo da seca, da morte. A vida na Capital parece mais atraente, mais vida, menos severina. Em suas andanças, entretanto, Severino se depara a todo momento não com a vida, mas sim com o que já conhece como coisa vulgar: a morte e o desespero que a cerca . 
Em seu primeiro encontro com ela, o retirante topa com dois homens carregando um defunto até sua última morada. Durante uma conversa, descobre que o pobre coitado havia sido assassinado e que o motivo fora ter querido expandir um pouco suas terras, que praticamente não eram produtíveis . 
O retirante segue sua viagem e percebe que na região onde se encontra, nem o rio Capibaribe - seco no verão - consegue cumprir o seu papel. Severino sente medo de não conseguir chegar ao seu destino. Escuta, então, uma cantoria e, aproximando-se, vê que está sendo encomendado um defunto. Pela primeira vez, Severino pensa em interromper sua descida para o litoral e procurar trabalho naquela vila. Ao dirigir-se a uma mulher, descobre que tudo que sabe fazer não serve ali, e o único trabalho existente e lucrativo é o que ajuda na morte: médico, rezadeira, farmacêutico, coveiro . E o lucro é certo nessas profissões, pois não faltam fregueses, uma vez que ali a morte também é coisa vulgar. 
Se não há como trabalhar, mais uma vez Severino retoma seu rumo e chega à Zona da Mata, onde novamente pensa em interromper sua viagem e se fixar naquela terra branda e macia, tão diferente da solo do Sertão. Mais do que isso: começou a acreditar que não via ninguém porque a vida ali deveria ser tão boa, que todos estavam de folga e que ninguém deveria conhecer a morte em vida, a vida severina _ . Ilusão de quem está à procura do paraíso: logo Severino assiste ao enterro de um trabalhador de eito e ouve o que dizem do morto os amigos que o levaram ao cemitério. Severino se dá conta que ali as privações são as mesmas que ele conhece bem e que também a única parte que pode ser sua daquela terra é uma cova para sepultura, nada mais. 
O retirante resolve então apressar o passo para chegar logo ao Recife. Severino senta-se para descansar ao pé de um muro alto e ouve uma conversa. É mais uma vez a morte rondando, são dois coveiros que lhe dão a má notícia: toda a gente que vai do Sertão até ali procurando morrer de velhice, vai na verdade é seguindo o próprio enterro, pois logo que chegam, são os cemitérios que os esperam. 
Severino nunca quis muito da vida, mas está desiludido: esperava encontrar trabalho, trabalho duro mas agora - desespero! - já se imagina um defunto como aqueles que os coveiros descreviam, faltava apenas cumprir seu destino de retirante. 
Nesse momento, aproxima-se de Severino seu José, mestre carpina, morador de um dos mocambos que havia entre o cais e a água do rio. O retirante, desesperançado, revela ao mestre carpina sua intenção de suicídio, de se jogar naquele rio e ter uma mortalha macia e líquida. Se José tenta convencer Severino que ainda vale a pena lutar pela vida, mesmo que seja vida severina . Mas Severino não vê mais diferença entre vida e morte e lança a pergunta: que diferença faria se em vez de continuar tomasse melhor saída:a de saltar, numa noite, fora da ponte e da vida? 
Da porta de onde havia saído o mestre carpina, surge uma mulher, que grita uma notícia. Um filho nascera, o filho de seu José ! Chegam vizinhos, amigos, pessoas trazendo presentes ao recém-nascido . Vêm também duas ciganas, que fazem a previsão do futuro do menino: ele crescerá aprendendo com os bichos e no futuro trabalhará numa fábrica, lambuzado de graxa e, quem sabe, poderá morar num lugar um pouco melhor. 
Severino assiste ao movimento, ao clima de euforia com a vinda do menino. O carpina se aproxima novamente do retirante e reata a conversa que estavam levando. Diz que não sabe a resposta da pergunta feita, mas, melhor que palavras, o nascimento da criança podia ser uma resposta: a vida vale a pena ser defendida.

Fonte: http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_2790.html

Resumo da obra Vida e Morte Severina

O poema conta o roteiro de Severino, um homem do Agreste que viaja rumo ao litoral e depara, em cada canto com a morte, a presença anônima e coletiva, até que, no último pouso - Recife, o lugar do destino - fica sabendo do nascimento de um menino: sinal de que ainda existe algo que resiste à constante negação da vida.

João Cabral de Melo Neto

quinta-feira, 7 de março de 2013

Resumo da Obra - Eurico, o presbítero

A ação do romance transcorre da invasão árabe. Eurico, um godo (alemão), apaixona-se por Hermengarda, mas o pai da moça opõe-se ao casamento. Desgostoso, Eurico, torna-se presbítero (padre). Com a invasão sarracena, abandona-se o hábito para tornar-se um militar; converte-se num misterioso cavaleiro negro que logo se destaca por suas façanhas militares e pelas canções que fazia.
Os portugueses são derrotados pelos árabes, mas Eurico incorpora-se a um grupo de resistência cujo chefe é Pelágio, irmão de Hermengarda. Assim, reencontra Hemengarda, que estava em poder dos árabes, e salvá. O antigo amor ressurge, mas agora há outro empecilho: o voto de castidade feito por Eurico. Os namorados, depois de uma conversa, decidem pela separação e cavaleiro negro, em desespero, atira-se a uma batalha suicida contra os árabes e morre e Hermengarda enlouquece.

Eurico, o presbítero de Alexandre Herculano

Frase de Mário Quintana

A amizade é um amor que nunca morre!

Aluno tem que respeitar o Professor.