Primeiro grande romance de Eça de Queirós, O Crime do Padre Amaro tem por alvo a crítica à sociedade portuguesa por meio da análise de duas constantes: o anticlericalismo e o provincianismo.
Essa obra tornou-se o marco do Naturalismo na Literatura Portuguesa e, como naturalista, o escritor defende a ideia de que o homem é fruto do meio em que vive, da origem hereditária que carrega e do momento histórico em que vive.
Esse determinismo é responsável pelo amoldamento do caráter do homem e é nesse contexto que se insere o protagonista Amaro Vieira, filho de criada e que após a morte dos pais foi adotado pela rica marquesa de Alegros. Tem sua educação voltada para o sacerdócio, embora não apresentasse vocação alguma para exercê-lo. Após ordenado, é nomeado pároco da pequena vila de Leiria e lá encontra Amélia, filha de Sá Joaneira, concubina do cônego Dias. Convivendo em um ambiente amoral, entre carolas e padres corrompidos, Amélia facilmente se deixa seduzir pelo padre Amaro.
Não há personagens livres da crítica ferina de Eça de Queirós, tanto no meio eclesiástico quanto no círculo de "amizades" e "devotas" que rodeia os padres. Quase todos os personagens são apresentados de forma sarcástica, irônica e crítica, sendo raras as exceções.
O romance de Amaro e Amélia vem à tona quando João Eduardo, noivo de Amélia, enciumado com as atenções que a moça vem dando ao padre, escreve um comunicado no jornal da pequena província, criticando as relações amorosas e pecaminosas dos padres que rompem com a promessa de celibato. O artigo provoca grande polêmica, e Amélia rompe o noivado para tornar-se exclusivamente amante do padre Amaro.
Grávida, Amélia vive enclausurada e recebe o apoio de um espírito generoso, o abade Ferrão. Após dar à luz, a personagem morre e seu filho é levado por uma "tecedeira de anjos". A criança desaparece de forma estranha e é dada como morta, apesar de ser aparentemente saudável. Embora tenha tido um ligeiro remorso, Amaro segue sua carreira, cuidando para ser mais cauteloso em suas aventuras.
As críticas de Eça de Queirós são dirigidas não só ao provincianismo de Leiria, mas a todo Portugal.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
domingo, 3 de novembro de 2013
Resumo do Conto A cartomante - Machado de Assis
CONTO - A CARTOMANTE - MACHADO DE ASSIS
A história se inicia em uma conversa que Rita tem com Camilo o seu amante. Na mesma Rita revela que visitou uma cartomante, por causa do medo que ela possuía de perdê-lo. Camilo riu de Rita, tentou deixar claro que ele a queria, e que em caso de dúvidas procurasse a ele mesmo, também pelo risco de Vilela (marido de Rita) descobrir tudo. Rita era uma mulher insegura, sonhadora, que acreditava nas cartomantes, já Camilo dizia que era uma grande bobagem.
Tudo começou quando a mãe da Camilo morreu. E assim Vilela e Rita se mostraram grandes amigos do mesmo. Rita cuidou especialmente do coração de Camilo, se encontrando com ele depois do enterro durante um bom tempo, até que Rita seduziu Camilo. Vilela e Camilo eram amigos desde a infância, porém Camilo acabou cedendo aos encantos de Rita. Até que certo dia, Camilo recebeu uma carta anônima dizendo que sabiam de sua ventura. Então por medo ele deixou de visitar com tanta frequência a casa de Vilela. E isso explica a visita de Rita e a cartomante, que restituiu a confiança de Rita.
Então, em certo dia, após meses que Camilo não ia a casa de Vilela, ele recebeu um bilhete, onde Vilela diz para Camilo ir urgente a casa dele. Camilo fica comendo, suspeita que ele e Rita foram descobertos. Ele vai andando nervoso, imaginando inúmeras coisas. Até que decide visitar a mesma cartomante que Rita havia visitado.
A cartomante, assim como fez com Rita acalmou Camilo, disse que o susto não iria dar em nada, e que ele não precisava ter medo de nada. Camilo saiu aliviado de lá, paga bem a cartomante e segue seu caminho até a casa de Vilela.
Camilo fica maravilhado pela cartomante ter adivinhado que ele estava assustado, porém seu estado no momento já dizia tudo. Porém mesmo assim Camilo se sentia melhor, mais calma, sem a sensação de um futurolongo, interminável.
Após chegar na casa, Camilo entrou, subiu os degraus, e mal teve tempo de bater na porta Vilela apareceu. Então Camilo perguntou o que ele queria, Vilela não disse nada, estava com o rosto decomposto, e fez um sinal aoamigo para irem à sala superior. Camilo deu um grito de terror ao ver Rita morta toda ensanguentada, então Vilela o pegou pela gola e lhe deu dois tiros com seu revolver, matando e estirando Camilo no chão.
http://situado.net/resumo-de-a-cartomante-de-machado-de-assis/
A Cartomante - Machado de Assis
A cartomante é um conto do escritor Machado de Assis, publicado em 1884. A narrativa da obra é pautada sobre um triângulo amoroso: Vilela, homem de 29 anos com porte mais maduro, casado com Rita, 30 anos com postura de uma dama perfeita e afetuosa, e Camilo, um funcionário público ingênuo de 26 anos, além da mulher que dá título ao romance: a cartomante tinha 40 anos e era uma italiana morena e magra.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Lua Adversa - Cecília Meireles
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
terça-feira, 15 de outubro de 2013
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