quinta-feira, 18 de julho de 2013
Poema publicado em Suspiros Poéticos e Saudades.
A FANTASIA
Para dourar a existência
Deus nos deu a fantasia;
Quadro vivo, que nos fala,
D'alma profunda harmonia.
Como um suave perfume,
Que com tudo se mistura;
Como o sol que flores cria,
E enche de vida a natura.
Como a lâmpada do templo
Nas trevas sozinha vela,
Mas se volta a luz do dia
Não se apaga, e sempre é bela.
Dos pais, do amigo na ausência,
Ela conserva a lembrança,
Aviva passados gozos,
E em nós desperta a esperança.
Por ela sonho acordado,
Subo ao céu, mil mundos gero;
Por ela às vezes dormindo
Mais feliz me considero.
Por ela, meu caro Lima,
Viverás sempre comigo;
Por ela sempre a teu lado
Estará o teu amigo.
GONÇALVES DE MAGALHÃES
Para dourar a existência
Deus nos deu a fantasia;
Quadro vivo, que nos fala,
D'alma profunda harmonia.
Como um suave perfume,
Que com tudo se mistura;
Como o sol que flores cria,
E enche de vida a natura.
Como a lâmpada do templo
Nas trevas sozinha vela,
Mas se volta a luz do dia
Não se apaga, e sempre é bela.
Dos pais, do amigo na ausência,
Ela conserva a lembrança,
Aviva passados gozos,
E em nós desperta a esperança.
Por ela sonho acordado,
Subo ao céu, mil mundos gero;
Por ela às vezes dormindo
Mais feliz me considero.
Por ela, meu caro Lima,
Viverás sempre comigo;
Por ela sempre a teu lado
Estará o teu amigo.
GONÇALVES DE MAGALHÃES
sábado, 29 de junho de 2013
Devemos...
"Devemos ouvir pelo menos uma pequena canção todos os dias,
ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e, se possível,
dizer algumas palavras sensatas."
(Johann Wolfgang Von Goethe)
domingo, 16 de junho de 2013
Nefelibatas
Denominação de um povo imaginário que vive sobre as nuvens.
No Brasil e em Portugal o termo designa os simbolistas ou os decadentistas,
em razão de sua versão ao mundo objetivo e seu apego ao mundo intuitivo e transcendental.
No Brasil e em Portugal o termo designa os simbolistas ou os decadentistas,
em razão de sua versão ao mundo objetivo e seu apego ao mundo intuitivo e transcendental.
Via Láctea - Olavo Bilac (ourives da linguagem)
Soneto XIII
Olavo
Bilac
“Ora (direis) ouvir
estrelas! Certo
Perdeste o senso!”
E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las,
muita vez desperto
E abro as janelas,
pálido de espanto...
E conversamos toda
a noite, enquanto
A via láctea, como
um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir
do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro
pelo céu deserto.
Direis agora:
“Tresloucado amigo!
Que conversas com
elas? Que sentido
Tem o que dizem,
quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai
para entendê-las!
Pois só quem ama
pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de
entender estrelas.”
domingo, 9 de junho de 2013
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